Padrão de beleza atual: afinal, o que é ser bonita?

Muito se discute sobre o padrão de beleza atual, que sofre constantes mudanças desde a Antiguidade. E com base neste conceito, muitas pessoas buscam uma clínica de estética ou salão de beleza, por exemplo, para alcançar aquilo que é considerado belo ao senso comum. 

Mas o que é ser bonita ou não?

Em um país miscigenado, como o Brasil, há a influência de diversas etnias desde a colonização, passando pela imigração de estrangeiros, que resultou em características físicas bem diversificadas no povo brasileiro. 

Por isso, definir um único padrão em nosso país não é algo simples. Contudo, não é a realidade vista na mídia, onde poucas formas de beleza ainda são representadas. 

Então, há necessidade de todos se encaixarem em um padrão mostrado na televisão, redes sociais ou propagandas? É claro que não. E neste texto, vamos explicar com mais detalhes sobre o padrão de beleza atual e o que é de fato ser bonito. 

Acompanhe.

O padrão de beleza atual e as mudanças 

Mas o que é esse padrão de beleza atual? Este conceito inclui um grupo de normas estéticas que buscam informar como deve ou não deve ser o corpo e a aparência das pessoas. 

Mas desde a Antiguidade, o culto à imagem de beleza faz parte da cultura de diferentes sociedades, e sofreu transformações ao longo dos anos. 

Na Grécia Antiga, a padronização da beleza era a busca do equilíbrio dos corpos, com medidas proporcionais.Assim, deveriam ser fortes, como soldados e atletas. Mas as mulheres evitavam o bronzeado, por não ser considerado belo.

Já na Idade Média houve a influência da cultura judaica e cristã, e o culto ao corpo nu dá lugar ao recato. O corpo feminino era considerado tentador, e por isso o padrão de beleza era ligado ao divino e ao plano espiritual.

Mas no período do Renascimento o corpo feminino volta a ser valorizado, com destaque para corpos mais volumosos, incluindo ancas largas e seios grandes. Isso tudo fez parte da construção do padrão de beleza atual.

Nos anos 20 o corpo feminino considerado padrão deveria ser cilíndrico. Ou seja, a cintura, os seios e o quadril deveriam ter medidas parecidas. 

Para disfarçar as curvas, as mulheres usavam vestidos retos e até mesmo enrolavam faixas sobre os seios para diminuí-los. Também passaram a usar cabelos curtos.

O período dos anos 80 e 90 foi a era das supermodelos, com alta estatura e curvas na medida certa.  Naomi Campbell, Cindy Crawford e a brasileira Luiza Brunet são alguns nomes que se destacaram. 

Como podemos perceber, a busca pelo padrão de beleza atual é mera consequência da história e das preferências culturais de cada época. 

Cada era existe um modo de vida que reflete em como a sociedade enxerga o belo, somado aos tratamentos estéticos e uso do Photoshop, é uma imagem que pode ser construída e reformulada de acordo com o gosto de cada pessoa. 

Não existe padrão igual

Vale ressaltar que as características que são consideradas dentro do padrão de beleza atual podem mudar de acordo com cada pessoa. 

Um corpo curvilíneo costuma ser apontado como o ideal por homens e mulheres. Mas corpos mais esguios, como o da atriz Bruna Marquezine, por exemplo, recebem elogios em postagem nas redes sociais. 

Vale lembrar que ainda nos anos 80 a apresentadora e ex-modelo Xuxa era considerada ícone de beleza graças a seus cabelos loiros e olhos azuis, e ver mulheres negras e de cabelos cacheados nas propagandas era muito difícil.

Felizmente a realidade mudou e os produtos para cabelos crespos ganharam protagonismo nas prateleiras, assim como mais diversidade nas cores de peles. 

As cirurgias plásticas são a solução?

De nenhuma maneira as cirurgias plásticas devem ser vistas como forma de alcançar um padrão de beleza atual. Porque o seu principal objetivo é trabalhar em uma parte do corpo que gera insegurança na pessoa. 

Ou seja, a ideia não é modificar a aparência da pessoa e muito menos encaixá-la em algum padrão de beleza. 

As cirurgias buscam corrigir problemas pontuais, como uma otoplastia em quem tem insegurança com o tamanho das orelhas, por exemplo. 

Quais são as consequências de um padrão de beleza idealizado?

Popularizar um padrão de beleza e estilo de vida dito ‘saudável’ pode gerar transformações drásticas no físico e psicológico das pessoas. 

Essa preocupação excessiva com o corpo tem consequências que devem ser analisadas pelos profissionais porque podem prejudicar a vida de uma pessoa a longo prazo. 

Entre os que podemos destacar estão:

  • distúrbios alimentares;
  • afeta a saúde mental;
  • problemas sexistas da idealização da beleza;
  • racismo estético
  • gordofobia;
  • cirurgias plásticas sem necessidade.

É possível viver sem os padrões de beleza?

Diante de tanta influência midiática e nas redes sociais, será que é possível viver sem idealizar um padrão de beleza atual?

Se pararmos para pensar, existem  7 bilhões de corpos no mundo que estão fora dos ditos padrões de beleza. Todos lidam diariamente com suas imperfeições, até mesmo aquelas pessoas consideradas modelos de beleza. 

Desta forma, sabemos que os filtros no Instagram, Photoshop, dietas, cirurgias plásticas e outras formas exaltar a beleza continuarão existindo e tentando impor o que é certo ou não em seu corpo.

Portanto, é necessário viver sem a idealização de um padrão de beleza, de forma obsessiva. Claro que buscar cuidados para ressaltar a sua aparência é um cuidado com a autoestima 

O acompanhamento da saúde mental e o trabalho da autoconfiança são passos importantes para a construção de uma autoimagem mais saudável e sem depender do que o feed nas redes sociais mostram, como o padrão de beleza atual.

Assim, você pode acompanhar contas que ditam o padrão de beleza, mas sem sentir a obrigação de estar dentro dele. Porque ser bonita é acima de tudo, se sentir bem consigo mesma, respeitando suas características próprias. 

E não existe corpo que é errado ou certo. Os corpos foram realmente desenhados para serem diferentes. É o que nos faz únicos e não precisa existir um padrão do que é belo.