Pandemia e finanças: impactos no mercado

A pandemia ter transformado o mundo em que vivemos não é novidade para ninguém. Mudamos nossos hábitos higiênicos, nossa forma de trabalhar e, algumas vezes, até a nossa estrutura familiar.

E com as finanças não foi diferente. O pagamento digital, que já estava em expansão, se consolidou de vez na vida dos brasileiros. A tecnologia também trouxe o empréstimo online, as transferências via PIX e diversas outras transações.

A pandemia acelerou esse processo de mudança no mercado financeiro e também fez surgir outras necessidades.

Pensando nisso, fizemos este artigo para esclarecer o impacto da pandemia no mundo das finanças e em quais aspectos precisamos ficar atentos.

Como a pandemia impactou o mercado financeiro?

A pandemia agravou ainda mais o cenário de desemprego que já existia no Brasil. Além disso, muitas empresas fecharam e outras surgiram, já que as pessoas viram no MEI uma forma de criar pequenos negócios, já que não encontravam empregos.

A bolsa de valores brasileira também sofreu impactos drásticos, preocupando muitos investidores. Apenas nos dois primeiros meses de pandemia no Brasil – de março a maio – a bolsa passou por circuit breaker seis vezes. Ou seja, as negociações tiveram que ser travadas por 30 minutos para que as quedas não fossem maiores do que 10%.

Mas todo esse cenário caótico de desemprego e instabilidade também fez as pessoas se preocuparem com o futuro e muitas delas começaram a investir ou mudaram a forma de fazer investimento, buscando opções mais sólidas e menos voláteis.

Impactos no mercado de investimentos

A primeira mudança clara é a importância de manter uma reserva de emergência. Até os investidores mais ousados concordam com essa premissa em um mundo pós pandemia.

Além disso, esse é o momento ideal para investir no longo prazo, até porque o cenário dos próximos anos ainda é de incerteza. Assim, se você pode separar uma parte do seu patrimônio para fazer investimentos que você só poderá retirar em 10 anos ou até mais, faça essa aplicação. Porque poderá aproveitar preços baixos e altas taxas de retorno.

Se esse não for o seu caso, então pode investir em negócios que acompanhem a taxa Selic, já que ela chegou a 4,25% neste mês de junho de 2021. 

Digitalização das finanças

A digitalização das finanças já era uma realidade. Mesmo assim, muitas pessoas ainda eram resistentes a essa forma de mexer no dinheiro por preocupação com a segurança dos procedimentos. 

E esse é mais um segmento que a pandemia ajudou a transformar. Atualmente, para fugir de filas e aglomerações nas agências físicas, os brasileiros fazem suas transações pelo aplicativo do banco no celular ou através do site da instituição financeira.

Esses aplicativos são tão completos que permitem solicitar cartão de crédito, fazer empréstimo online e controlar a carteira digital, por meio de pagamentos, transferências e investimentos.

Assim, os bancos que ainda não ofereciam soluções digitais tiveram que se reinventar para acompanhar as mudanças aceleradas pela pandemia, principalmente com o surgimento de novos players.

Mercado de crédito

O mercado de crédito também sofreu alterações com a pandemia, assim como os outros setores do mercado financeiro.

Por um lado, é um ótimo momento para renegociar dívidas já que os bancos sabem que muitos brasileiros estão desempregados e com uma situação financeira complicada, demandando mais opções de crédito sem comprovação de renda. O aumento da inadimplência é a prova disso.

Por outro, o governo pressiona os bancos a reduzirem taxas e preços, para estimular o microcrédito e o financiamento imobiliário. Tudo para movimentar a economia e ajudar as empresas a se reerguer no cenário de crise.

Educação financeira

Ao lado do pagamento digital, do empréstimo online e das mudanças no mercado de crédito, a educação financeira foi outro segmento que se transformou com a pandemia.

Muitos brasileiros se viram pela primeira vez em uma situação de não conseguir pagar as contas e não contar com uma reserva de emergência para aliviar a situação.

Por isso, a educação financeira ganhou uma importância e valorização jamais vista anteriormente. O Governo criou, inclusive, um projeto de inclusão de educação financeira nas escolas públicas.

Tudo isso mostra a importância de aprender a lidar com as finanças em um mundo pós pandemia. Isso inclui conseguir não se enrolar com o cartão de crédito, saber como funciona o pagamento de juros e aprender a investir de maneira estratégica para fazer o dinheiro render, mesmo que a quantidade seja pequena.

Como organizar as finanças em tempos de instabilidade

Então como organizar as finanças pessoais nesses tempos de instabilidade? Primeiramente, evite gastos desnecessários e supérfluos. Além disso, não entre em dívidas porque você pode não conseguir pagá-las com o cenário incerto da pandemia.

Também faça uma reserva de emergência para cobrir eventuais despesas extras que você não imaginava que poderia ter.

Além disso, priorize pagar os seus custos essenciais como aluguel, mercado e contas da casa. Também use a tecnologia a seu favor como aplicativos de finanças e outras ferramentas que te ajudem a organizar as suas finanças mensalmente.

Considerações finais

É inegável que a pandemia transformou o mercado financeiro. As incertezas mudaram a forma de investir e as pessoas têm mais consciência da importância de economizar, ter uma reserva de emergência e se preocupar com o futuro.

Além disso, a pandemia acelerou o pagamento digital, o empréstimo online e o uso das tecnologias pelas instituições financeiras.